As redes sociais aliadas à educação

As redes sociais aliadas à educação

Joaquin Presas - Diretor de Criação da Ponto Design

Joaquin Presas, Diretor de Criação daPonto Design O Joca, como é conhecido no mercado, é empreendedor, designer, criativo e professor. Dentre suas milhares de tarefas diárias, ele acha sempre um tempinho pra contar piadas, dar boas risadas e preparar aulas inspiradoras. Além de, claro, alimentar seus canais nas redes sociais com conteúdos interessantes. E ainda achou um tempinho pra participar do Red News. O Joaquin é graduado em Desenho Industrial, Especialista em Marketing, Mestre em Comunicação e Doutorando em Marketing. Depois de anos a frente de agência de publicidade, em 2000 fundou a Pontodesign e, atualmente, também é CMO da Cold Stone Brasil. É Professor e palestrante e está entre os 100 professores de Marketing mais influentes do mundo. RED NEWS: Sua mãe é publicitária. Isto influenciou na sua escolha pela carreira na publicidade? JOAQUIN: Sim, com certeza, mas vai mais longe do que a mãe. Meu avô (pai de minha mãe) era publicitário e dono de agência em Buenos Aires. Para você ter ideia, ele foi presidente da Associação Latinomericana de Publicidade em 1957. A publicidade, mãe, tio, avô, sempre foi parte da familiar. RED NEWS: Quando você começou na publicidade? JOAQUIN: Minha mão era diretora e sócia da Exclam e a condução da escola me deixava na agência. Se não me engano, acho que com 14 anos eu já estava na agência. No início eu era auxiliar de estúdio e ajudava nas montagens dos past ups. Naquela época, o Leminsky era quem mandava na criação da Exclam e o Solda era o ilustrador. RED NEWS: Você já trabalhou em agências, foi sócio, e hoje tem seu próprio escritório, a Pontodesign. Qual a maior diferença na hora de criar nestas três condições? JOAQUIN: Realmente são coisas bem diferentes. Na agência, por um lado, tem um pouco de pressão pra entregar as coisas no prazo mas, quando você é empregado a tensão é muito menor. Como dono de agência a tensão é sempre muito mais intensa em relação aos prazos mas, especialmente em relação ao resultado que você consegue para os clientes. Agências de publicidade se acostumam com muita facilidade com o fluxo de dinheiro que entra e, em pouco tempo, parece que as contas e custos ficam gigantes. Neste contexto, os donos vivem a eterna angústia do medo de perder uma conta grande e, da noite para o dia, não conseguir honrar todos esses compromissos. Essa angústia que parece que não acaba nunca foi um dos principais fatores que me fez sair da publicidade e abrir a Pontodesign. Uma pequenas agência de design (como a Pontodesign) vive basicamente de contratos por Job. Isso não é tão fácil no início mas acaba te forçando a adotar uma estrutura que demande compromissos financeiros muito mais enxuta. A luta pra pagar as contas mês a mês é tão grande quanto, porém a dependência de um ou outro cliente é muito menor e isso dá um pouco mais de tranquilidade no dia a dia. Esta tranquilidade permite que os trabalhos sejam realizados com um pouco mais de atenção e cuidado do que acontece em agências de publicidade. Eu costumo comparar publicidade e design dizendo que se um anúncio não chegar ao veículo às 18h do dia X o mundo acaba e, no design, se a marca do cliente precisar de um semana a mais, pra ficar perfeita isso quase sempre é possível. Pra resumir, eu diria que a principal diferença em ter uma estrutura como a Pontodesign é que é bem mais possível entregar resultados de qualidade superior do que se tivesse uma estrutura de agência de publicidade. Na segunda opção quase sempre a briga é pelo relógio e na Pontodesign a briga é pela qualidade. RED NEWS: A Pontodesign foi eleita Agência de Design do Ano em 2007 no prêmio Colunistas Brasil. Um prêmio assim influencia nos trabalhos da agência? JOAQUIN: Sim e não. E explico pra não ficar confuso. Participar de prêmios para conseguir visibilidade para o escritório era parte importante da estratégia. Em nossa análise, seria complicado mostrar ao mercado que uma pequena empresa de umas poucas pessoas poderia fornecer resultados de qualidade superior ao de empresas de 20, 30 pessoas e, por isso, desde o início tentávamos nos comparar em resultado criativo com os grandes. Conseguir em 2007 ser a menor agência da história a ganhar este prêmio, permitiu que isto ficasse evidente para  mercado e, desta forma, isto influenciou positivamente pois os clientes confiam previamente um pouco mais na empresa. Por outro lado, logo após o prêmio a Pontodesign foi assolada por grandes empresas e ao final de 6 meses eu tinha perdido quase todas as pessoas da criação para grande grupos. Essa mesma visibilidade que por um lado facilitou a negociação com os clientes também teve reflexos bem complicados. RED NEWS: Como surgiu seu interesse em redes sociais e qual a importância delas para a publicidade atualmente? JOAQUIN: Além de dono de escritório também sou professor universitário e, como tal, tenho uma produção acadêmica. Minha área de conhecimento é comunicação (meu mestrado é em comunicação) e sempre gostei muito de ver os processos comunicacionais por uma ótica mais ampla. Lá atrás, logo que começaram a surgiu as redes sociais, elas me instigaram muito – do ponto de vista científico – e comecei a estudar e escrever sobre isso. O que começou lá atrás como uma curiosidade científica, evoluiu para “experimentos” com alguns clientes, depois progrediu para um trabalho mais sério de monitoramento a aconselhamento com um candidato político e hoje é um produto do escritório. Alguns clientes (apenas 3 na realidade) são “trabalhados” de forma mais completa e gerenciamos sua presença nas redes sociais. Em minha humilde forma de ver, acredito que o impacto que as redes sociais tem nas gerações que estão chegando no consumo hoje faz com que elas tenham um importância muito grande. Arrisco dizer que o que vemos hoje é o prelúdio do que será o panorama da comunicação daqui a 10 anos. RED NEWS: Você está na lista dos 100 professores de Marketing mais influentes nas redes sociais. Como você leva este conhecimento aos alunos? JOAQUIN: Acho que figurar nessas listas (acho que estou em três ou 4 listas) ajuda – novamente – a dar mais visibilidade às tuas ações no meio digital. Uma coisa que tenho percebido é que por ter essa “maior relevância” o meio digital eu consigo estabelecer diálogos com pessoas que provavelmente não teria se não figurasse nessas listas. Para os alunos isso se reflete em pequenas, porém interessantes, coisas como, por exemplo, que alguns autores respondam perguntas de alunos meus. Isso já aconteceu com o Al Ries (autor do livro Posicionamento), com o Doug Leap (autor do Livro Disney U), com o Porter, e com o próprio Phillip Kotler, isso sem contar em grandes nomes nacionais com os quais consigo manter um diálogo recorrente. RED NEWS: Como educadores podem se beneficiar das redes sociais no dia a dia? E onde podem buscar mais informações e aprender mais sobre o assunto? JOAQUIN: Os educadores, por mais complicado que seja pra eles, precisam se envolver nas redes sociais. Se eles fazem parte deste mundo (que é de certa forma o mundo no qual os alunos vivem hoje), eles conseguem uma conexão muito maior com os adolescentes. Isso se reflete em várias coisas como, por exemplo, ser mais fácil controlar e adequar o usa delas em sala de aula. Além disso, quando o educador está integrado a este ambiente, a possibilidade de “extensão” do conteúdo trabalhado em sala pro dia a dia dos alunos é muito maior. Um exemplo simples é a leitura de textos complementares. Não interessa quanto difícil seja ler no monitor mas, por incrível que pareça na minha experiência é umas 10 vezes mais fácil conseguir que eles leiam um artigo publicado na internet do que conseguir que eles leiam um livro. Além disso, quando o educador está integrado a este ambiente, a possibilidade de “extensão” do conteúdo trabalhado em sala pro dia a dia dos alunos é muito maior. Um exemplo simples é a leitura de textos complementares. Não interessa quanto difícil seja ler no monitor mas, por incrível que pareça, na minha experiência é umas 10 vezes mais fácil conseguir que eles leiam um artigo publicado na internet do que conseguir que eles leiam um livro. Além disso, o volume e a velocidade com que se constrói a informação nova hoje é muito grande. Dependendo da área de conhecimento, se o educador ficar restrito ao que tem na biblioteca ele pode estar uns 3 anos atrasado. Quer acompanhar o Joaquin nas redes sociais? Acessa aí:Twitter e Facebook.

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