Captação de Recurso para Projetos Culturais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS PARA PROJETOS CULTURAIS

 

O papo de hoje é com Rafael Perry, CEO da Infinitoo. Ele é um curitibano que agita a cena cultural da cidade com vários eventos que começam pequenos, mas são tão criativos que se transformam em grandes projetos de destaque nacional, como o Festival de Teatro de CuritibaRisoramaGastronomix, entre outros.  Rafael Perry trabalhou como Diretor de Marketing da Fundação Cultural de Curitiba, onde foi o representante da Cidade de Curitiba e da Fundação Cultural no Encontro Ibero-americano de Cidades e um dos responsáveis pelo Planejamento Estratégico da Fundação Cultural de Curitiba. Além disso, foi Presidente da Comissão do Fundo Municipal da Cultura de Curitiba. Atualmente, é sócio-proprietário da Infinitoo, empresa especializada em captação de recursos para projetos culturais, responsável pela comercialização do Festival de Teatro de Curitiba, Risorama, Gastronomix, Guritiba, Labmoda (Semana de Moda de Curitiba), Wikibier, FIH2 (Festival Internacional de HipHop), Campeonato Brasileiro de Futebol Freestyle e da ONG Futebol de Rua. REDNEWS: O que pode ser considerado projeto culturalRAFAEL PERRY: Independentemente do que eu pense sobre o que é um projeto cultural, o que vale são as definições contidas nas leis de incentivo, que variam de acordo com o entendimento e interesse de cada instituição. O proponente deve, antes de mais nada, ler as leis de incentivo para saber se o seu projeto enquadra-se na lei e quais serão os critérios de avaliação. Apenas como exemplo, a Lei de Incentivo Municipal de Curitiba define projeto cultural como "…projetos de criação, produção e difusão artística e cultural. Para isso, são contempladas as áreas de música, artes cênicas, audiovisual, literatura, artes visuais, patrimônio histórico, artístico e cultural, folclore, artesanato, cultura popular e demais manifestações culturais tradicionais." REDNEWS: Quem pode encabeçar um projeto desses? RAFAEL PERRY: Podem apresentar propostas pessoas físicas com atuação na área cultural (artistas, produtores culturais, técnicos da área cultural etc.), pessoas jurídicas públicas de natureza cultural da administração indireta (autarquias, fundações culturais etc.) e pessoas jurídicas privadas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos (empresas, cooperativas, fundações, ONGs, organizações culturais etc.). Entretanto, cada lei tem suas especificidades e o proponente deve ficar atento a elas. Existem editais que só permitem a participação de entidades sem fins lucrativos, outros que limitam a empresas vinculadas a certas áreas culturais ou até mesmo editais que excluem a possibilidade de financiamento a pessoas físicas. REDNEWS: Como esses projetos são viabilizados normalmente? RAFAEL PERRY: A viabilidade de um projeto começa com a sua relevância cultural. Como qualquer projeto, um projeto cultural deve gerar valor para o público-alvo escolhido.  O financiamento é consequência e pode vir de diversas fontes: leis de incentivo, patrocínio direto, financiamento bancário, doações, venda antecipadas, crowdfundings ou até mesmo de um  empréstimo de um familiar. Um projeto que não seja relevante para um determinado público, mesmo aprovado para captar recursos oriundos de lei de incentivo, dificilmente obterá sucesso. São inúmeros os projetos que, mesmo aprovados pelas leis de incentivo, não captam nenhum centavo sequer no mercado. Ou então, captam recursos, não atingem os objetivos propostos e acabam morrendo. O mais importante é entender que o financiamento, independentemente da origem, é o meio para a implantação e não a finalidade do projeto. O mercado cultural tem a vantagem de poder utilizar as leis de incentivo, entretanto, somente pela Lei Rouanet, são colocados no mercado 6.500 projetos todos os anos, além dos projetos em processo de captação. Há muita concorrência e não basta a autorização para captar recursos oriundos de renúncia fiscal para garantir o sucesso do projeto. Há mais projetos no mercado do que recursos para incentivá-los, desta forma, ocorre uma seleção natural, baseada, principalmente, em sua relevância para o mercado cultural. REDNEWS: Quais as maiores dificuldades das pessoas ao tentar viabilizar seus projetos? RAFAEL PERRY: A principal deficiência dos empreendedores culturais que procuram a Infinitoo é a falta de uma proposta de valor para os investidores. As empresas, principais financiadoras de projetos culturais e esportivos, sabem muito bem o que procuram. Criam políticas de investimento, calcadas em parâmetros mercadológicos, sociais, ambientais e financeiros. É fundamental conhecer o perfil das empresas patrocinadoras antes de montar e enviar a proposta. Outro erro comum é distribuir o projeto para vários captadores de recursos e remunerá-los com uma taxa de sucesso ou comissão de vendas. O mercado cultural está se aperfeiçoando. Cada vez mais os empreendedores culturais estão profissionalizando a área comercial. Hoje, não basta apenas colocar um projeto debaixo do braço e bater nas portas das empresas. É necessário elaborar um sistema de vendas, que pense a venda como um processo contínuo. A captação de recursos é apenas parte do processo de vendas. REDNEWS: Onde as pessoas  podem buscar informações mais específicas, saber o que está acontecendo? RAFAEL PERRY: Os sites do Ministério da CulturaSecretaria de Estado da Cultura do Paraná e da Fundação Cultural são as principais fontes de informação para quem quer estar atualizado sobre o mercado cultural. O mesmo vale para os demais estados. Outra fonte de informação importante são os sites de institutos e fundações ligadas a empresas com o Itaú Cultural. Sesc, Sesi e Funarte também são fontes de informação importantes. REDNEWS: Como se preparar pra ter mais êxito na realização dos projetos? RAFAEL PERRY: O principal é entender que o seu projeto terá que cumprir com os seus objetivos, como também dos seus patrocinadores. Isto não significa que você terá que alterar o conteúdo do seu projeto, mas sim que você deverá criar uma oferta levando em consideração os interesses dos seus parceiros em potencial. As empresas buscam, além da relevância cultural, projetos que contribuem com suas estratégias de comunicação. Além da visibilidade da marca, as empresas buscam apropriar-se dos valores dos projetos que participam e proporcionar experiências para o público No âmbito comercial, o proponente deve esta ciente de que o processo de vendas é composto de 7 passos:  Prospecção, Abordagem, Levantamento de Necessidades, Formulação da Proposta, Negociação, Fechamento e Pós-venda. Você deve estar preparado para enfrentar cada uma destas fases, pois passar por cada uma delas é inevitável. Como fazer isto? A resposta você encontrará no workshop "Make it happen, captação para projetos culturais". Uma boa semana e boa sorte na sua captação. O workshop com o Rafael Perry acontece na Redhook School no dia 15 de fevereiro das 9h às 18h. As inscrições podem ser feitas rapidamente pelo hotsite: www.redhookschool.com. É possível parcelar o valor do workshop se a opção for pelos sistemas Paypal e Pagseguro.

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