Criativos e suas atividades paralelas à profissão

Criativos e suas atividades paralelas à profissão

 

Renato Cavalher, Vice-Presidente de Criação do Grupo OM 

RED NEWS: Como e quando você começou sua carreira em Propaganda? Você sabia o que queria desde o começo? CAVALHER: Comecei no início dos anos 80, estagiando na JW Thompson, em São Paulo. Sempre quis isso, desde criança, quando assistia os comerciais (muitos deles ainda em Preto e Branco) e dava nota para eles. Já na época existiam alguns muito bons e criativos e imaginava que deveria existir alguém pensando naquelas ideias e se divertindo muito com isso. 20 anos depois do meu estágio, retornei para a mesma JWT, só que na condição de vice-presidente nacional de criação. RED NEWS: Dos trabalhos que você fez, qual deles te marcou mais pessoalmente e porquê? CAVALHER: Foi sem dúvida a campanha anti-tabagista do Ministério da Saúde, na gestão do José Serra. Foi uma campanha corajosa, da qual tenho orgulho de ter coordenado e que acabou culminando com a proibição da propaganda de cigarros no país. Na época, fomos crucificados pelos colegas publicitários (em especial das agências que atendiam contas de cigarros), mas hoje a campanha é vista como uma vitória de toda a sociedade. RED NEWS: Você é um cara que fez o inverso da maioria das pessoas que conhecemos. Saiu de um grande centro do mercado, São Paulo, para um mercado menor, Curitiba. Por qual motivo você fez isso e quais foram os benefícios e desvantagens dessa mudança CAVALHER: Apesar de ter nascido na cidade de São Paulo, nunca morri de amores por ela. Pelo contrário, estava muito incomodado com o trânsito, com a poluição e com a violência na cidade. Em 1991, com menos de 30 anos, estava sofrendo de estresse urbano. Daí surgiu a oportunidade de trabalhar na Curitiba do Jaime Lerner, uma cidade famosa por suas soluções inovadoras e simples. Como profissional de criação, o que me motivou mais foi a possibilidade de morar e atuar na cidade mais criativa do país. Fazia todo sentido na época. RED NEWS: Você já foi executivo de criação de um grande grupo internacional e hoje é executivo de um grupo nacional, que nasceu e segue muito bem aqui no mercado paranaense. Que diferenças você percebeu entre as duas estruturas? CAVALHER: A diferença é mais cultural do que estrutural. Não me adaptei à cultura do lucro a qualquer custo. Aqui no Grupo OM, podemos decidir os rumos das empresas usando o bom senso e a intuição, valorizando o capital humano e não apenas o capital. RED NEWS: E depois de tantos anos e muita experiência em Propaganda, você lançou um projeto paralelo, o Angelino. Pode contar como surgiu essa ideia e qual o seu propósito?CAVALHER: O Angelino nasceu da constatação de que os acidentes eram a principal causa de mortalidade infantil em todo o mundo. Criamos um personagem para ensinar adultos e crianças a prevenir os acidentes de forma lúdica e divertida. É um anjinho bom, só que muito distraído, por isso acaba se envolvendo em acidentes, onde a vítima é sempre ele mesmo. Dessa forma a gente consegue mostrar o que fazer e, principalmente, o que não fazer para evitar os acidentes. RED NEWS: Além do Angelino, você desenvolve ou desenvolveu outras atividades paralelas ao seu trabalho como criativo? Que importância isso tem pra você? CAVALHER: Eu não resisto a uma boa causa. Acabo abraçando várias e me envolvendo de corpo e alma. Já realizei uma oficina de comunicação numa comunidade terapêutica que trata dependentes químicos, colocando os próprios pacientes para criar campanhas anti-drogas. E atualmente mantenho a fanpage Ciclonautas, que contribui com a cultura da pacificação do trânsito. São atividades voluntárias, mas que me fazem muito bem como profissional e como ser humano. Quer saber mais sobre o projeto pessoal do Cavalher? Adiciona o Angelino no Facebook.

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