Dicas para conseguir trabalho.

Dicas para conseguir trabalho.

Celinha Camargos | CEO Redhook
 
 

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Todos os dias recebo uma série de currículos e pedidos de ajuda (por indicação) para conseguir um trabalho ou estágio. Alguns pedidos vem por mensagens na minha página pessoal no Facebook e outras pelo e-mail geral da Redhook. Tenho por costume responder todo mundo mesmo que seja para avisar que vou salvar o currículo e, caso surja alguma oportunidade, entraremos em contato.

 

Na mesma proporção que recebemos os currículos, recebemos também os pedidos de agências e empresas que pedem a indicação de bons profissionais para funções bem específicas como direção de arte, redação, atendimento, planejamento ou marketing. Essas pessoas que cabem perfeitamente para as indicações normalmente surgem a partir dos nossos cursos. Quando alguém faz um curso longo na Redhook, temos a preocupação de conhecer a pessoa, entender seu perfil e suas expectativas em relação a trabalho, caso ainda não esteja no mercado.

 

Esse programa chama-se Red Hunter e é coordenado dentro do curso de criação pelo Zanatti, que possui conhecimento e experiência de sobra para avaliar os portfólios dos alunos e nos ajudar nas indicações, recolocação ou colocação no mercado. Nos outros cursos o projeto acontece mais informalmente, mas também acontece. E sempre que surge uma vaga, procuramos as pessoas que tem o perfil e estão disponíveis no mercado. Raramente indicamos alguém que não conhecemos ou alunos que não estejam preparados ou não tenham o perfil da vaga.

 

Considerando essa experiência e relacionamento de alguns anos indicando e conectando pessoas no mercado de comunicação e marketing, deixo abaixo algumas dicas que acredito serem válidas para quem ainda está à procura de uma oportunidade nesse momento complicado.

 

1. Tem trabalho sim. Faltam pessoas qualificadas para preencher as vagas. Se você quer atuar em determinada área certifique-se de que você é bom mesmo na atividade ou que no mínimo gosta e quer trabalhar com isso. Saiba ou queira aprender;

2. Currículo é importante. Não precisa ser aquele modelo super formal e chato de ler. Resuma tudo que for relevante para a vaga em específico em tópicos objetivos e claros, em bom português;

3. Seja sincero. Se tem uma coisa com a qual as pessoas se queimam é se vender de um jeito que elas não são. Pode até enganar no cv, num primeiro contato ou na entrevista. Só que isso é percebido logo nos primeiros dias. Não é bom mesmo;

4. Escolha o trabalho certo para você. A sua contribuição profissional está diretamente relacionada ao prazer que você sente em fazer o que faz e estar naquele lugar. Vai render mais. Do contrário, vai ser frustrante para você e para quem te contratou;

5. Perceba as oportunidades não tão óbvias. Você aumenta consideravelmente suas chances quando vai além, quando olha para outros cenários e mostra o quanto você é valioso como profissional. Tem sempre alguém que está precisando, prestando atenção e analisando. Saia da toca!;

6. Procure trabalho. Nenhuma empresa pode se dar ao luxo de manter uma pessoa apenas pelo emprego. Às vezes quando você contribui para um projeto de um amigo, faz algum trabalho voluntário, participa de um curso e se oferece para ajudar alguém usando suas habilidades, pode funcionar como uma vitrine. Melhor do que sentar a bunda na cadeira e ficar mandando mil currículos por email;

7. Seja gente boa. Além de ser competente você precisa ser legal de verdade. Os ambientes mais produtivos tem gente de bem por perto. Isso só vai fazer te fazer bem também. A maioria das pessoas prefere trabalhar com um gente boa 80% do que com um lazarento 100%;

8. Se você brigou e conseguiu uma vaga, seja parte da empresa. Se você escolheu a empresa e o trabalho certo pra você certamente terá uma tarefa prazeirosa. E a sua contribuição será muito maior. Reforçando, nenhuma empresa pode se dar ao luxo de contratar, investir em treinamento e manter pessoas que não contribuem;

9. Reconhecimento é uma coisa muito relativa. Sua expectativa será atingida à medida em que tiver em sintonia com a equipe, incluindo o chefe. À medida em que há diálogo contínuo e sincero, é mais fácil reconhecer o valor do que fazemos e do que fazem por nós;

10. Entenda, reconheça e respeite sinceramente a cultura e os valores da empresa. E passe tempo suficiente lá para contribuir e se tornar um profissional desejado não apenas ali, mas pelo mercado;

11. Aprenda todos os dias. Nos dias de hoje, não há como o trabalho virar rotina e ser chato. Todos os dias tem novidades surgindo por todos os lados. Uma das maiores reclamações das empresas é proatividade. Pense que dá pra fazer melhor todos dias e você vai se dar bem se fizer isso. Comece a exercitar isso diariamente em sua vida pessoal;

12. Aprenda um idioma. Pelo menos o inglês. O mercado não tem mais fronteiras. Há demanda de bons profissionais para trabalhos em outros países também. E você nem sempre precisa ir pra lá. É só dar uma fuçadinha por aí que você acha tudo sobre. Uma dica é o aplicativo Duolingo com vários idiomas disponíveis.;

13. Um profissional antenado, bem preparado, respeitado pelo seu caráter e por sua capacidade sempre terá trabalho. Independente da sua idade, raça, sexo ou opção sexual e, às vezes, até localização geográfica (olha o home office!). Só lembre de sair da toca!

Reforço que essas são apenas observações com base no que as empresas pedem considerando o perfil de pessoas que tem dado certo nas vagas e  também com base nas conversas informais com as dezenas casos de pessoas buscando nova colocação com quem tomei um café durante este ano.

 

PS: As vagas que recebemos na Redhook são divulgadas diretamente para os alunos da escola. Mais especificamente para aqueles que tem o perfil da vaga. No caso de estágios, temos um grupo específico no Facebook porque temos uma frequência maior de profissionais que fazem nossos cursos.

 

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Celinha Camargos não é headhunter, psicóloga, coach, RH ou nada do gênero. Nasceu em Minas Novas, região do Vale do Jequetinhona em Minas Gerais, uma das cidades mais pobres do Brasil. Foi alfabetizada com 9 anos de idade em escolas públicas. Fez faculdade particular porque não passou na federal. Estudou alguns idiomas por conta. Aprendeu inglês usando encartes promocionais de jornal de domingo (livrinho + CD), xerocando os livros das amigas que faziam cursos em escolas de inglês, ouvindo músicas e vendo filmes. Continua treinando os idiomas nos aplicativos gratuitos e conversando com os amigos gringos pela internet. Estudou diversas coisas como contabilidade, RH, administração, marketing e por fim, publicidade. Em seus mais de 25 anos de mercado já trabalhou na roça plantando milho, feijão, algodão (aliás, quando aprendeu a contar sementes, aos 5). Foi babá, diarista, assistente de serviços gerais, foi voluntária em ONGs, projetos sociais e até na festa da igreja. Nunca ficou um dia sem trabalhar ou estudar. Alguns dizem que ela é workaholic. Atualmente é sócia e CEO da Redhook, sua primeira experiência gerenciando o próprio negócio. Sempre acreditou na combinação determinação + esforço pessoal + oportunidade + trabalho duro todos os dias.


 


 

 

 

 

 

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