Gestão de mudança, inovação e liderança criativa

Gestão de mudança, inovação e liderança criativa

com Patrícia Cotton

 

Patricia Cotton é expert em gestão de mudança, inovação e liderança criativa Depois de atuar durante dez anos como executiva de Marketing Estratégico & Branding em diversos segmentos, Patricia fez uma jornada global para explorar com profundidade o tópico mudança e o seu significado para as organizações e suas lideranças. Através de uma viagem sabática que incluiu entrevistas com CEOs do mundo inteiro, passando pelo Vale do Silício, Ásia e um retiro em templo budista na Alemanha, escreveu a tese “Upside Down Thinking: how to systemize audacious change”, pesquisa que traz uma nova perspectiva sobre o processo de transformação, tanto pessoal quanto de negócios. Patricia é formada pela Berlin School of Creative Leadership e ESPM-RJ, aonde cursou MBAs, além de ter estudado comunicação social na PUC-RJ e na University of Leeds. Recentemente, participou de um curso imersivo de introdução à Theory-U (How to Foster Innovation and Promote Change in the personal, organizacional and societal levels) promovido pelo Presencing Institute UK. REDNEWS: O que é Upside Down Thinking e quando você começou a se relacionar com o tema? PATRICIA: A primeira vez que ouvi esta expressão foi quando o Chairman global da agência DDB contou uma história sobre um sujeito que amava o que fazia, mas detestava o chefe. Depois de um tempo, ele decidiu procurar um headhunter, mas ao longo do caminho, teve a ideia de levar o currículo do chefe, já que este era o problema central. De uma forma geral, buscamos soluções óbvias ou pequenos ajustes para tornar a vida melhor, sem realmente acessar o nosso potencial máximo. Upside Down Thinking é literalmente pensar de forma oposta à comum, para que seja possível vislumbrar novas possibilidades. Este tema começou a me interessar cada vez mais e decidi tirar um ano sabático para investigar o processo de transformação nas organizações através de seus líderes. Além disso, eu mudei toda a minha própria vida, como um auto-experimento, e isso resultou na tese de mestrado que escrevi ("Upside Down Thinking: how to systemize audacious change"), além de mudanças profundas e estruturais na minha visão do mundo. REDNEWS: Por que resistimos tanto às mudanças?PATRICIA: Mudar em geral causa medo nas pessoas, o medo do desconhecido, mais a "preguiça" do caminho até o resultado. Em linhas gerais, por razões evolutivas o nosso instinto nos leva a nos proteger de tudo o que nos ameaça e a reservar energia para momentos de stress (sobrevivência). No entanto, o mundo mudou e podemos operar de forma muito mais interessante e ampla do que simplesmente viver de acordo com este institnto limitador. Mudança sempre começa com coragem. Coragem de se ouvir, de vislumbrar novas possibilidades e de segui-las. Costumo dizer que o que faz a coragem ter valor é a disciplina, que nada mais é do que o zelo pela intenção inicial. Ao longo deste percurso, somos muito tentados a voltar a operar como antigamente e fazer pequenos ajustes chamando isso de mudança. Isso é natural e é conhecido como recaída em programas de transformação como o AA. Para que a mudança seja sustentável, é preciso buscar novas recompensas e principalmente tornar-se impermeável ao julgamento alheio e à tentação do conhecido. REDNEWS: A mudança é sempre necessária? Com saber a hora de mudar? PATRICIA:Na verdade, qualquer processo de transformação tem várias etapas, que variam dependendo do quê se pretende transformar. A mudança também pode ser reativa ou pró-ativa. Na tese que escrevi, baseada em uma pesquisa bem holística, encontrei as seguintes etapas (inspiradas pelo meu próprio processo de transformação): (1) frustração, (2) desejo de mudança & senso de urgência, (3) Dúvida do outro, (4) auto-dúvida e (5) entreatos.  Em suma, quando se muda pro-ativamente, é preciso ter uma profunda consciência do que a vida está lhe chamando para fazer, tendo a habilidade de calar a voz do medo, do julgamento e do cinismo. REDNEWS: Quais os benefícios para a vida pessoal, profissional e para o negócio? PATRICIA: Como dizia Darwin, não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim os mais adaptáveis à mudança. Logo, os benefícios pessoais e profissionais ligados à transformação estão ligados de certa forma à sobrevivência. REDNEWS: Como você vai mexer com os participantes do workshop Upside Down Thinking: novas abordagens para transformação e inovação?PATRICIA:Com abordagem multidisciplinar, o curso irá oferecer conteúdos que estimulam novas formas de pensar e de questionar o processo de transformação, estimulando tanto a visão sistemática quanto intuitiva. A partir de referências práticas de mudanças comportamentais, corporativas etc., o curso tem como objetivo auxiliar os alunos a concretizar o caminho entre o status quo e o futuro almejado. Ela vai ministrar o wrokshop "Upside Down Thinking" na REDHOOK no dia 22/02. Inscrições pelo site:www.redhookschool.com Agradecimento especial aos nossos parceiros do RED NEWS no rádio: Lumen FM 99.5 e Tumpats Áudio

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