Mais um publicitário brasileiro pelo mundo

Mais um publicitário brasileiro pelo mundo

 

Flávio Vidigal, Diretor de Criação daFirstborn/Dentsu New York O Flávio é um rapaz humilde e talentoso. Não tem tempo ruim com ele. Está sempre disposto a ajudar e é otimista em relação a tudo. Batalhador e fã de aventuras, não conseguiu se fixar num lugar só, caiu no mundo. Na Firstborn/Dentsu New York, ele lidera um time de criativos focado em transmedia storytelling, campanhas integredadas e branded content. Tem mais de 12 anos de experiência na indústria. Ele viajou o mundo trabalhando para diferentes clientes. Nos últimos dois anos esteve na BBDO Proximity China, em Beijing, como Diretor de Criação, onde contribuiu para a criação de campanhas para clientes como "The People's Car" da Volkswagen, tida como uma das maiores campanhas de comunicação integrada do país. Com esta campanha, ganhou destaque em festivais como Cannes Lions, London International Awards, NY Festivals e One Show. Antes, Flavio foi Diretor de Criação Digital da G2 Worldwide, do Grupo WPP, IPG São Paulo, CUBOCC e JWT no Brazil. Criou para marcas como Twix, M&M's, Kraft Foods, AXE, Nike, Audi, Doritos, Coca-Cola Company e Ford. RED NEWS: Conta um pouquinho do seu histórico profissional? FLÁVIO: Eu comecei com "propaganda", na verdade, quando eu tinha uns 13 anos. Meu pai tinha uma revista de surf chamada INSIDE e "trabalhando" lá eu comecei a me apaixonar por Fotografia, Design, Marcas e Direção de Arte, e então eu resolvi que "queria ser isso quando crescer". Em uma família de arquitetos, designers e fotógrafos eu cresci meio que no meio da criatividade e sempre fui muito estimulado e orientado para isso. Me formei em design gráfico, pós-graduei em estratégias de comunicação. Foi quando, então, comecei minha carreira de uma forma mais focada. RED NEWS: Até agora, qual foi seu caminho na publicidade? FLÁVIO: Todo aquele background da revista do meu pai e também pelo fato de que eu comecei a estagiar muito cedo, tudo isso ajudou muito no desenvolvimento das minhas habilidades em Design e Direção de Arte. No entanto, durante a faculdade eu sempre fui muito apegado ao conceito, semiótica e às ideias, e a cada trabalho que eu apresentava, eu já sabia que uma solução visual não era nada sem aquela história por trás. Com o advento da internet, encontrei uma oportunidade de me inserir no mercado da propaganda, mídia em que na época ninguém fazia a menor ideia de como aplicar conceitos de comunicação. Um meio que ainda era tido como recém-nascido, misterioso e até então visto como "coisa de nerd". Na internet eu comecei a explorar "desdobramentos" de campanhas, mas algo que realmente me trouxe a um nível diferenciado como profissional de comunicação foi o fato de que eu não só desdobrava, eu criava histórias que nasciam na internet e poderiam ser contadas em outro meios também. Isso foi crucial para que eu desse o próximo passo em direção à conquista de novos territórios no mercado da propaganda. Nunca mudei de área, sempre fui muito focado e dedicado naquilo que sonhei em "ser desde criança". Sempre soube que um dia eu iria sair do país, e sabia que isso ia acontecer por meio da minha profissão, o que eu não sabia era quando. Após algumas mudanças de agências nacionais e vivendo naquele eixo entre Curitiba e São Paulo, em meados de julho de 2011 eu recebi a proposta para ir dirigir a Criação na BBDO Beijing na China. Fiquei meio assustado com tudo aquilo, mas decidi assumir a responsa e acabei ficando 2 anos por lá. Depois de muito trabalho focado na campanha "People's Car Project", as conquistas começaram a aparecer. Ganhamos mais de 60 prêmios entre festivais nacionais e internacionais, incluindo Cannes, London, New York Festival, Clio e One Show, o que levou a agência ao status de Agência do Ano pela revista Campaign China. Apesar de tudo isso acontecendo, eu me deparei com uma difícil decisão: voltar ao Brasil ou entrar de cabeça no mercado Chinês. Como não pretendia seguir uma carreira na China, decidi que voltaria para o Brasil e até enviei alguns emails para agências nacionais perguntando sobre uma possível contratação. Foi quando as propostas internacionais começaram a aparecer novamente e, após alguns emails, resolvi fechar com Firstborn/Dentsu em Nova Iorque. RED NEWS: O que te motivou a escolher uma carreira fora do país e quais foram os principais desafios que encarou? FLÁVIO: Como eu disse, sempre soube que queria ter uma experiência profissional fora do Brasil, até mesmo porque o nosso mercado nacional ainda estava muito preso a alguns tabus por parte das agências e também dos clientes. Sem ofensa, Brasil é recordista em Cannes e um dos países mais criativos do mundo! Eu só queria algo mais abrangente que campanhas, estava em busca de algo que pudesse criar um ruptura no eixo da comunicação tradicional, onde pudesse exercer a cultura do "storytelling" e do "through-the-line". RED NEWS: Como é um briefing perfeito para você? FLÁVIO: Acho que é aquele que busca um reposicionamento criativo. Como posicionar criativamente uma marca/produto em longo prazo. Ter ideias que vão funcionar nos os próximos 2 a 5 anos na comunicação de um cliente. RED NEWS: E quando ele não chega tão perfeito, como se manter criativo? Você pode citar um exemplo? FLÁVIO: "If you didn't find the right person to get married, just keep having fun with the wrong ones!" A mesma coisa pra propaganda, mesmo que um briefing venha todo torto e não seja nada daquilo que sonha você em trabalhar, tente sempre ser criativo, manter o senso de humor, tirar o máximo de ideias possíveis até que aquela ideia inusitada apareça na mesa e você possa explorar algo diferente. Cumprir tabela é extremamente desagradável e o cliente sente isso. Apresente as ideias com paixão nos olhos, inspire as pessoas a sua volta. Isso contagia e ajuda na hora de fazer o cliente entender uma ideia que a princípio pareça meio "maluca". RED NEWS: Qual sua metodologia para criação de campanhas de Transmedia Storytelling FLÁVIO: Bom, esclarecendo... A campanha de "Transmedia Storytelling" é aquela onde você tem uma história pra contar. Imagine um seriado de TV, com episódios, temporadas etc… tudo isso contado através de diferentes meios de comunicação. Muita gente confunde "Transmedia Storytelling" com Campanha Integrada, são duas coisas bem diferentes apesar de usarem múltiplos canais para se propagar a Campanha integrada não tem um roteiro. (E quando eu falo roteiro eu falo literalmente de personagens, cenários, trama e twists exatamente como em um filme). A campanha integrada, ou a campanha "Though-the-line", como se fala por aqui, parte do principio de um conceito forte, com "fôlego" suficiente para ser veiculada ou "viver" em diferentes meios, mas é claro que você pode arrumar maneiras de usar técnicas de storytelling aqui também. Antes de iniciar um brainstorm para uma campanha que envolva storytelling. Eu costumo setar algumas perguntas para o meu time: What's the long term story we want to tell? Do we want to show the perfect hero stereotype from the beginning? Or do we want build up the character and see him evolving from an ordinary guy to a self-confident persona grounded in the brand pillars strongly fleshed out at the end? How can we break in seasons and episodes? Can we create subplots to keep the story entertaining/engaging sustain the brand awareness up along the way? How do we think in ways to connect multiple channels to tell our story? Can we identify where our target audience are and kick start our story from there? Does the product plays a deep role in our story? Or is just a secondary element that helps to create our universe? Do we have counselors guiding our characters? How can we actually bring the audience into the story? Would we be able to engage the consumers in a co-creation process that they can feel proud of by making our story something even bigger? RED NEWS: Qual o trabalho que você criou até hoje que mais te deu satisfação e por quê? FLÁVIO: Por incrível que pareça não foi uma campanha de "Transmedia Storytelling" e sim uma campanha "Thought-the-line" acoplada ao reposicionamento criativo da marca Volkswagen na China, o People's Car Project. Mas isso não significa que não contamos algumas boas histórias durante esse período. Foram 2 anos de muita criatividade buscando diferentes maneiras de falar com o publico chinês. Acho que o motivo principal pelo qual eu achei o trabalho mais bacana que eu fiz até hoje foi por que pela primeira vez na minha carreira eu pude colocar em prática todas as minhas expertises embaixo de um só conceito. Fiz Comerciais de TV, Sites, Campanhas de Social Media, Conteúdo, Web Series, Guerrilha, Eventos, Games, Toys, Outdoor, Print e até mesmo um Reality Show de 10 episódios. Confira o case completo aqui. Flávio Vidigal é um dos professores convidados para ministrar uma aula complementar sobre branded content no curso REDFULL Creative Process, o curso de Criação da Redhook.

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