Marketing político é publicidade?

Marketing político é publicidade?

 

Marketing político é publicidade?

 

Nossa entrevista de hoje é com o Beto Vivas, Diretor de Criação Associado Vivas Comunicação. O Beto omeçou sua carreira em São Paulo, em 1985, onde foi redator de agências como JWT e FCB. Conquistou dezenas de prêmios nacionais e internacionais e abriu sua primeira agência, a Z Publicidade, aos 27 anos, Fundou a Propeg Paraná e foi membro do board nacional criativo agência. Posteriormente, há 10 anos, fundou a Vivas com a proposta de fazer propaganda criativa e efetiva. Com mais  de 25 anos de propaganda, Beto Vivas campanhas memoráveis  para mais diversos segmentos, e empresas, como: Alpargatas, Telemar, GVT, Electrolux, Nutrilatina, Bung, Nestlé, Batavo, Extra Supermercados, Compagas, Governo do Paraná, Petrobras entre outras. 

Hoje é sócio de um Grupo Vivas, que inclui a Vivas Comunicação, Contenido Web e Remix Promo, com unidades em Cuririba, Sâo Paulo, Joinville e Cascavel.

RED NEWS: Aproveitando o clima recente das eleições: Marketing Político é Publicidade

BETO: Marketing político não é exatamente publicidade, apensar de usar muito de suas técnicas. Principalmente em relação a formatos, produção, e execução. Mas o conteúdo trafega entre o jornalismo, a publicidade e as relações públicas. A diferença fundamental, hoje em dia, é que a publicidade que eu aprendi na faculdade e na vida de publicitário, é feira para construir marcas de valor, incrementar vendas, fazer a economia girar e permitir ao consumidor escolher uma marca ou outra. A propaganda política como estamos vendo cada vez mais, está mais focada na desconstrução de imagens. Como diria a velha frase: não foi para isto que estudei. Entrei na profissão porque gostava de literatura, arte, de escrever e de comunicar. A profisão me orgulha pelo que nós construímos e não pelo que desconstruímos.

 

RED NEWS: Mas você acha que Marketing Político é sempre negativo? Pode ser positivo? Tem exemplos pra citar (bons ou ruins)?

BETO: Olhando as campanhas de 10, 20 anos atrás, parece que estamos em um convento comparada com estas últimas campanhas. As redes sociais, o uso indiscriminado de militantes virtuais e perfis falsos, adulterou a dinâmica. A propaganda dita oficial, do horário eleitora, precisa respeitar mais as regras e é mais passível de punições. Mas as redes sociais viraram um vale tudo. Adoraria saber as consequências disso no futuro. Imagino que catastróficas para o discurso político. Pois as redes se prestam a factoides, posts curtos, textos idem e conteúdo raso. Agregam nada ao discurso político e a profundidade do tema. Mas não sou cientista político para ver com uma visão mais profunda. Esta é outra questão, hoje em dia nas redes, todo mundo tem, uma opinião formada sobre tudo. Não tenho esta pretensão. Falo como cidadão.

 

RED NEWS: Você tem um grupo de empresas. Que formato você acha que o negócio da publicidade vai tomar nos próximos anos?

BETO: Hoje sou sócio, com diferentes sócios, de uma empresa de Publicidade, uma uma empresa conteúdo e web, uma uma de promoção e eventos e outra com foco em varejo.  A Vivas, a Contenido, a RemixPromo e a Compacta podem prestar serviços específicos da sua área de especialização ou de maneira integrada, para oferecer solução completa para o cliente. Acho que no futuro a tendência será que tudo venha a ser uma empresa ó, pois a comunicação não tem mais barreiras. Desde que continue com profissionais especializados em cada área dentro da mesma estrutura. Mas como o mercado ainda compra produtos e serviços de maneira segmentada, optamos por este formato no momento. Mas o caminho será de uma integração cada vez maior entre as especialidades. 


RED NEWS: Pode fazer uma análise do mercado paranaense de publicidade pra gente?

BETO: O mercado paranaense sempre foi competitivo e com uma formação continuada de profissionais muito talentosos. Porém a venda de empresas paranaenses para grupos nacionais e internacionais esvaziou o mercado. Continuamos formando excelentes profissionais mas muitos estão migrando para São Paulo, Rio de Janeiro. Mas o fenômeno não é exclusivo do Paraná e sim de todos os mercados regionais. Mas mercados como Paraná e Minas gerais, sofrem mais, pois também tem anunciantes locais que entregam suas contas para agências paulistas ou cariocas. A proximidade, neste caso prejudica,  pois fica mais difícil por logística, por horários de voo e tempo de viagem, que um anunciante do norte ou nordeste, por exemplo, faça a mesma coisa. Por este motivo abrimos a Vivas São Paulo e a Vivas Santa Catarina, para diversificar os mercados onde atuamos. Mas Curitiba tem teria tudo para se um belo hub de criação e produção. Custos mais baixos do que Rio e São Paulo, bom nível de profissionais e uma cidade que ainda tem uma dimensão humana. Algumas produtoras já segue este caminho: "vendem" em outros mercados mas produzem aqui. A Contenido, também já segue este modelo. Temos clientes fora, mas a equipe fica basicamente em Curitiba. Isto já está sendo bem absorvido pelos clientes em produção e empresa do meio web. percebo que em agência de publicidade e promoção, a resistência é um pouco maior, provavelmente pelo hábito do anunciante. O mundo é cada vez mais digital e sem limites geográficos, mas a cabeça de muitos decisores ainda é analógica. 

RED NEWS: E que dicas você deixaria pra uma pessoa que está se preparando para entrar no mercado publicitário nos próximos anos?

BETO: A maior dica que poderia dar é bem velha, mas sempre atual: leiam, leiam muito, leiam livros, jornais, revistas. Fico meio impressionado com a falta de leitura e-  consequentemente - a limitação em saber escrever da maioria dos profissionais da nova geração. Quem pensa bem, escreve bem. Pois escrever não é um ofício de redator, mas de todos que precisam ordenar, organizar e expor ideias. Definitivamente, quem não lê, não vai longe nessa profissão. Ninguém vai se tornar um grande profissional de comunicação lendo apenas posts.

Esse é o perfil do Beto Vivas no Facebook, caso você queira acompanhá-lo por lá!

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