O anti-modelo de agência

O anti-modelo de agência

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O anti-modelo de agência

 

“Estamos vivendo o fim de uma era”. Quantas vezes você não escutou essa frase recentemente, em relação ao momento de reinvenção pelo qual passam as agências de propaganda? Com o ritmo alucinante das mudanças, principalmente no trem bala descarrilhado da comunicação online, as empresas independentes e os grandes grupos vão fazendo suas apostas. Braço digital, perna promo, cabeça ou hub de inteligência com parceiros terceirizados, tudo junto e misturado na mesma estrutura e por aí afora. Ao ver tantas opções de formatos diferentes pipocando pelo mundo, uma única certeza me parece cristalina. Está todo mundo tateando no escuro para tentar encontrar a resposta da pergunta de muitos milhões de dólares. Ainda não é possível dar um veredito definitivo sobre qual maneira de trabalhar é mais produtiva para o negócio e para os clientes.

Por isso, continuo acreditando que o melhor modelo é não se apegar a um único modelo. Mas sim desenvolver uma rápida capacidade de adaptação a cada mudança na paisagem. Pode chamar de sempre beta, ou seja qual for o termo do dicionário de marketês para definir essa filosofia. Como diria um amigo meu que gosta de citar Bruce Lee: be water, my friend. A água se adapta imediatamente ao formato do copo, seja qual for ele. E aí está a sabedoria. Saber fazer o time jogar de maneira diferente dependendo do adversário, que nos dias de hoje é essa crise que se alastrou pelo país. Por sinal, se eu tivesse que escolher onde colocar minhas fichas nesse exato momento (e sou obrigado a escolher), seria pela desfrescurização da operação.

Eu explico. Com uma espingarda calibre doze apontada para a cabeça, o cliente não tem mais nem saco, nem tempo, nem verba para agências cheias de hierarquias, burocracias e outras ias, porque se demorar muito a Inês já é morta e o viúvo já se engatou com outra. As firulas e pirotecnias habituais que fizeram a fama de diversas agências cheiram a anacronismo neste momento. Agilidade está em alta, e o almoço chique com o CCO, CEO ou VP de assuntos aleatórios deu lugar ao telefonema para falar com quem resolve. Por isso modelos mais simples e dinâmicos, focados em performance, estão com a faca e o queijo na mão para crescer.

No meio desse furacão todo o cliente não quer saber se você entrou na Archive ou naquele site gringo bacana de criação. Ele quer vender, aumentar receita, ganhar share. Ao mesmo tempo, todo aquele luxo rococó de ter uma agência promo, outra de branding, outra de PR, outra digital e até uma de propaganda, não faz sentido em tempo de vacas anoréxicas. Pouquíssimos anunciantes tem em 2016 umbudget tão polpudo que permita ser dividido em tantas partes e ainda assim consiga motivar todas essas empresas a entregar o seu melhor. Muito mais inteligente negociar com uma única agência ou reduzir o número de parceiros. Ganha-se em escala, comprometimento, e tempo. Porque quanto maior a gama de fornecedores, maior precisa ser a equipe de marketing para equilibrar todos esses pratos. Mas essa é a fotografia de hoje, amanhã de manhã tudo pode ser diferente. Por isso, be water my friend

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Alexandre Silveira é diretor de criação da Bronx Comunicação. Ele tem mais de 20 anos de carreira nos quais conquistou prêmios em festivais, revelou dezenas de criativos e construiu cases de sucesso trabalhando para marcas como Ford, Unimed, Fiat, Coca-Cola, Pão de Açúcar, Vivo, HSBC, PUC, Gafisa, PolloShop, Grupo NZN, entre outras. Foi o primeiro presidente e é o atual vice-presidente do Clube de Criação do Paraná.

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